Rev. Luiz Martins


Olá blogueiros(as),



Temos o privilégio de postar nesta página as pastorais do Rev. Luiz Martins Cardoso. Inicialmente vamos começar com o assunto da Política. Não deixe de conferir!


Confira este e outros textos do Rev. Luiz no site:


pairandosobreasletras.blogspot.com


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O cristão e a política – 01.
Amados irmãos, estamos em ano eleitoral e as eleições de 3 de outubro se aproxima, e como já é de costume, uma verdadeira legião de candidatos “invade” nossas cidades e nossas igrejas, utilizam sempre o mesmo discurso manjado. Dizem que a igreja precisa se fazer ouvir, precisa de representatividade, e se apresentam como: “boca” do povo evangélico no meio político.
O problema é que passadas as eleições, esses “indivíduos” simplesmente somem da cidade e das igrejas. Normalmente aderem à base governista e cumprem seus mandatos com tranqüilidade, podem até não serem corruptos, mas também não são representantes da Igreja.
Infelizmente não vemos a bancada evangélica propondo grandes projetos ou lutando vigorosamente contra a corrupção. Infelizmente vemos “nossos” representantes fazendo algum barulho somente em questões muito especificas como a PLC 122.
Talvez você não concorde, mas não vejo os políticos como representantes da igreja, os políticos são representantes do povo, do Município, do Estado e da Nação. Aliás, eu vejo que a Igreja não deve se envolver na política; a não ser conforme a Bíblia ensina que é orar pelos políticos, avaliar cada candidato, e votar conscientemente. Trabalhar honestamente e combater a corrupção, são princípios que qualquer cristão deve seguir.
O candidato evangélico deve buscar votos de todos os membros da comunidade e deve fazer isto de forma honesta e lícita. Deve ser eleito devido a sua capacidade e seu caráter e não simplesmente pelo fato de ser evangélico.
Aprovo a decisão de alguns evangélicos em seguir a “carreira” política, no entanto não aprovo que a “Igreja” enverede por esse caminho. O papel da Igreja é outro, apesar da sua responsabilidade com o momento político da nossa nação. O papel da Igreja é a evangelização, a oração e a pratica da vida cristã. Além de ilegal é também imoral utilizar púlpitos como palanque político. Templo é lugar de se buscar e adorar a Deus, não é lugar de se pleitear votos.
Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Ou seja, palanque é lugar de comício, e púlpito é lugar de se pregar a palavra do Senhor.Ao contrário do que muitos falam “a Igreja definitivamente não tem candidato”, o fato de seu pastor ter preferência por certo candidato, não o torna candidato da igreja, pois a igreja pertence a Cristo.
Não vote influenciado por pressão do pastoral, ou de qualquer pessoa, não vote em candidatos que utilizam os púlpitos das igrejas como palanque, pois se eles se mostram desonestos já na campanha (é crime qualquer espécie de propaganda política nas igrejas), o que será desses quando eleitos.
Não vote em quem você não conhece, não seja influenciado, não seja massa de manobra nas mãos de pastores mal intencionados, que dizem estar preocupados com a representatividade da igreja, mas na verdade buscam poder, busca interesse pessoal e algum benefício ilícito para a Igreja.
Amados irmãos, cuidado, o momento é de vigilância, ore muito. Vamos pedir a Deus sabedoria para esse momento e discernimento para não nos corromper e nem aceitar nada ilegal. Que Deus nos ajude a votar consciente. Um grande abraço seu pastor e amigo de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.



O cristão e a política – 01.
Amados irmãos, estamos em ano eleitoral e as eleições de 3 de outubro se aproxima, e como já é de costume, uma verdadeira legião de candidatos “invade” nossas cidades e nossas igrejas, utilizam sempre o mesmo discurso manjado. Dizem que a igreja precisa se fazer ouvir, precisa de representatividade, e se apresentam como: “boca” do povo evangélico no meio político.
O problema é que passadas as eleições, esses “indivíduos” simplesmente somem da cidade e das igrejas. Normalmente aderem à base governista e cumprem seus mandatos com tranqüilidade, podem até não serem corruptos, mas também não são representantes da Igreja.
Infelizmente não vemos a bancada evangélica propondo grandes projetos ou lutando vigorosamente contra a corrupção. Infelizmente vemos “nossos” representantes fazendo algum barulho somente em questões muito especificas como a PLC 122.
Talvez você não concorde, mas não vejo os políticos como representantes da igreja, os políticos são representantes do povo, do Município, do Estado e da Nação. Aliás, eu vejo que a Igreja não deve se envolver na política; a não ser conforme a Bíblia ensina que é orar pelos políticos, avaliar cada candidato, e votar conscientemente. Trabalhar honestamente e combater a corrupção, são princípios que qualquer cristão deve seguir.
O candidato evangélico deve buscar votos de todos os membros da comunidade e deve fazer isto de forma honesta e lícita. Deve ser eleito devido a sua capacidade e seu caráter e não simplesmente pelo fato de ser evangélico.
Aprovo a decisão de alguns evangélicos em seguir a “carreira” política, no entanto não aprovo que a “Igreja” enverede por esse caminho. O papel da Igreja é outro, apesar da sua responsabilidade com o momento político da nossa nação. O papel da Igreja é a evangelização, a oração e a pratica da vida cristã. Além de ilegal é também imoral utilizar púlpitos como palanque político. Templo é lugar de se buscar e adorar a Deus, não é lugar de se pleitear votos.
Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Ou seja, palanque é lugar de comício, e púlpito é lugar de se pregar a palavra do Senhor.Ao contrário do que muitos falam “a Igreja definitivamente não tem candidato”, o fato de seu pastor ter preferência por certo candidato, não o torna candidato da igreja, pois a igreja pertence a Cristo.
Não vote influenciado por pressão do pastoral, ou de qualquer pessoa, não vote em candidatos que utilizam os púlpitos das igrejas como palanque, pois se eles se mostram desonestos já na campanha (é crime qualquer espécie de propaganda política nas igrejas), o que será desses quando eleitos.
Não vote em quem você não conhece, não seja influenciado, não seja massa de manobra nas mãos de pastores mal intencionados, que dizem estar preocupados com a representatividade da igreja, mas na verdade buscam poder, busca interesse pessoal e algum benefício ilícito para a Igreja.
Amados irmãos, cuidado, o momento é de vigilância, ore muito. Vamos pedir a Deus sabedoria para esse momento e discernimento para não nos corromper e nem aceitar nada ilegal. Que Deus nos ajude a votar consciente. Um grande abraço seu pastor e amigo de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.



O cristão e a política 02.

            Amados irmãos, está aproximando cada vez mais as eleições nacionais do dia 03/10/2010. O clima já começa a esquentar, fique esperto, muito cuidado, esse é um período que derruba muitos crentes. Neste período eleitoral fica mais evidente a tragédia espiritual por parte de muitos cristãos. Poucas situações são mais claras para demonstrar como cresce um cristianismo sem Cristo, em que sua vida e os valores que ensinou parecem estar ausentes em um número cada vez maior de pessoas que dizem segui-lo. O período eleitoral é um momento em que muitos crentes esquecem a profissão de fé que fizeram perante o altar do Senhor. Podemos destacar três grupos que agem durante a política e são trágicos:


1. Os que se envolvem de “corpo e a alma” em suas posições e preferências políticas, passando a ter um comportamento idêntico ao dos homens em trevas. A triste e lamentável situação destes é terrivelmente chocante. Eles se envolvem completamente em defesa de suas posições, passam a ter comportamentos afrontosos a Palavra de Deus e perdem completamente toda sensibilidade espiritual. Os meios para defender suas posições incluem toda espécie de males, tais como: maldades, contendas, malignidades, invenção de males, malícias, chocarrices, mentiras, palavras torpes, gritarias, maledicências, injúrias, falta de respeito para com as autoridades etc. Não pensam duas vezes antes de lançar mãos das paixões da carne, às quais a vontade deles está presa, passando a depreciar a quem consideram seus opositores, usando argumentações próprias dos homens perdidos. Com suas línguas ferinas atacam autoridades, proferem acusações, envolvem-se em lamentáveis contendas e gritarias. Este envolvimento tem graus diferentes, mas nenhum deles deixa de ser perverso e abominável aos olhos de Deus (Ef. 5: 1-7 ; Cl. 3:8). Leiam e reflitam nestes textos com atenção.
2. Os que colocam suas esperanças na força do homem e não em Deus. Evidente que o primeiro grupo também está incluso nesta outra lamentável situação. Mas há também aqueles que, embora não gritem por aí, estão com suas confianças depositadas nos homens. Discretamente ou não, imaginam que um político tem o poder de acrescentar algo de valor divino para sociedade. Seus corações não estão esperançosos no Reino Eterno de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas no reino do homem. Não vivem como súditos de um Reino que não pertence a este mundo condenado, por isso pensam que seu candidato tem o poder de melhorar o reino e o sistema que pertencem a Satanás. Perderam completamente o caráter de peregrinos e ficaram cegos (I Ped. 1:21 ;II Ped. 3:7). Leiam estes textos e façam uma reflexão séria.
3. Os que se envolvem como candidatos e usa o nome de Deus como mercadoria para ganhar votos. Estes mentem aos cristãos, tentando convencê-los de que Deus precisa de figuras no poder político do sistema mundano. Na verdade estão em busca de seus próprios interesses e usa o nome de Deus como mercadoria para ganhar votos. A maior parte está promovendo escândalos lamentáveis e blasfemam o Evangelho com suas condutas ímpias. Ao aderir a um partido político, não se importam em dar aval à diretrizes que incluem posições de afronta à Bíblia e de meios maquiavélicos para conquista do poder. Eles freqüentemente fazem uso distorcido da Bíblia para sugerir que Deus precisa deles no poder, como meio de “conquistar a sociedade”. São apenas mentirosos e distantes da verdade eterna. Agem como cidadãos deste mundo e não como embaixadores da pátria celestial. Se andassem como Jesus (I João 2:6), não suportaria o ambiente sujo da política e também não seriam suportados. Amados irmãos, estejam mais atentos e cuidadosos nesta eleição, lembre-se Jesus o chamou para ser sal da terra e luz do mundo. Um grande abraço do seu pastor e amigo de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.
(Salmo 1: 1-2)
Amados irmãos, como está aproximando as eleições nacionais estamos compartilhando com os amados sobre o tema o cristão e a política. Existe uma pergunta que precisamos fazer e buscar uma resposta sábia e equilibrada; qual a posição política de um verdadeiro cristão?
Amados, o cristão genuíno, que vive sob o controle do Espírito Santo de Deus, tem em mente algumas coisas bem claras:
O único poder que Deus precisa usar é o do Espírito Santo, At. 1:8. Infelizmente, o cristianismo verdadeiro é mais comum nos países em que seus governantes perseguem os cristãos. Na relativa liberdade que temos, floresce um cristianismo vergonhoso, onde os cristãos se comprometem com mentiras.
Amados, o mundo e seus sistemas estão condenados. Quando Jesus estava na terra como homem, Ele observou todas as injustiças que o Império Romano lançava sobre Israel. Quando questionado sobre os injustos impostos, Ele simplesmente disse: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Mat. 22:17-21. Isto decepcionou aqueles que esperavam um grande líder político que organizasse um levante ou que tivesse poder de influencia política junto ao imperador. Jesus não cansava de dizer: “Meu reino não é deste mundo”. Jo. 18:36.
A esperança do cristão não está em nenhuma forma de poder além de Cristo. Amado irmão, não pense que a eleição de um novo presidente vai mudar a situação do Brasil, nossa esperança não está no homem, e, sim em Deus, Jer. 17:5,7. Por isso, cada cristão deve ter muita consciência nesta eleição, deve analisar cada candidato com critério, paciência para depois votar com consciência.
Amados, o verdadeiro filho de Deus sabe que todo o mundo com seus sistemas políticos já estão julgados por Jesus. Assim, ele não busca tomar qualquer parte na cena que está destinada a destruição, II Pd. 3:7. Nós exercemos o direito ou a obrigação de votar, mas, sabemos que a nossa esperança está no Reino de Deus.
Os discípulos de Jesus têm o Espírito Santo que os ensina como viver e andar por este mundo. Por isso, temos que ter muito cuidado com as propagandas enganosas sobre a política. Não podemos ser levados pela mídia, devemos saber avaliar e tomar uma decisão consciente.
Amado irmão, seja cristão genuíno e consciente nesta eleição. Peça a orientação de Deus para o seu voto. Que Deus nos ajude a brilhar nesta eleição. Um abraço do seu pastor e amigo de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.


O cristão e a Política 04.
            Amados irmãos, vez que outra é preciso voltar ao polêmico tema da igreja e a política. A arte de se fazer política pode ser exercida por qualquer pessoa, cristã ou não. Meu objetivo é o de alertar, uma vez mais, sobre os perigos que a igreja enfrenta sempre que se posiciona política e ideologicamente ao lado desse ou daquele governo. Fé e política são dois temas permanentemente conflitantes. Por isso, cautela.

              O primeiro grande desafio da igreja é diante do nacionalismo - da defesa da pátria - que leva muitos políticos cristãos a abrir mão dos princípios bíblicos em defesa do país. O nacionalismo intransigente conflita com a Fé. Jamais devemos esquecer que, do ponto de vista bíblico os crentes são cidadãos dos céus, e, portanto, aptos a circular entre todos os povos da terra. No momento da perseguição ou por questões de sobrevivência econômica ele encontra refúgio em qualquer nação e faz da nova terra sua nova pátria! O povo de Deus tem características universais, e não pode ser nacionalista.

              A igreja não pode perder de vista o conceito de povo peregrino, de cidadão celestial (Fp. 3:20) que a autoriza a ser uma voz profética não apenas em sua nação, mas para todos os povos. Quando a igreja se torna uma voz profética de Deus na sociedade, seus membros podem circular pela política, entre o pessoal do governo como voz que clama a favor dos pobres, dos necessitados, do direito e da justiça, sem jamais entrar em conflitos sejam de que ordem for! Somos crentes em todo lugar.

             Amados irmãos, quando o pobre, o órfão, a viúva e os aposentados são constantemente desfavorecidos; sempre que a busca da riqueza oprima a classe social mais abaixo e sempre que as leis atentem contra a liberdade cristã, a liberdade de viver e afrontem os princípios bíblicos da lei moral universal, a igreja deve erguer sua voz, sua torre de vigília e denunciar! Por isso a denúncia contra a prática do aborto, mesmo que este seja aprovado em lei - como nos Estados Unidos - e casamentos de pessoas do mesmo sexo devem tomar a dianteira nos discursos da igreja! Falar o que a Bíblia fala em todo tempo e em todo lugar é o nosso dever, não devemos temer.

            Amados, a Igreja não pode estar casada com o Estado nem alienada dele. No momento em que nossos filhos forem doutrinados na ideologia homossexual, ou quando o Estado decidir o que os pastores podem e não podem pregar nos cultos, como reagiremos? Se estivermos alienados sucumbiremos, e se nos posicionarmos pagaremos o preço! Por não querer pagar o preço, a igreja se omite dos grandes temas nacionais!
            Amados irmãos, a Igreja precisa se posicionar sempre do lado de Deus e da Bíblia. Vamos orar para que Deus abençoe as eleições e levante homens ou mulheres que tenham ética, respeito por Deus e pela Palavra e que ame de verdade o povo. Ore a Deus pedindo orientação e avalie com todo critério e cuidado os candidatos. O cristão precisa ter voto limpo e voto consciente. Um grande abraço seu pastor de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a política 05.
Amados irmãos, conseguir benefícios para a igreja, como a doação de terrenos para templos; ter linhas especiais de crédito bancário; obter concessões de rádios e TVs; ter tratamento especial perante a lei... Esses são apenas alguns tipos de barganha, "acertos", acordos e composições de interesse que costumam ocorrer nos bastidores em épocas de campanhas eleitorais, envolvendo também políticos e candidatos evangélicos.
             Mas, no que depender da AEvB - Aliança Evangélica Brasileira, os candidatos que costumam ter este tipo de comportamento não terão o voto dos fiéis.
             Considerando que os evangélicos são um dos mais expressivos segmentos da população (18,9 milhões de eleitores evangélicos brasileiros ou 15,4% dos 126 milhões de eleitores, segundo o Censo 2000) - a AEvB, reunida em Conferência com Igrejas, Missões e Instituições, julgou indispensável trazer sua contribuição informativa e formativa à comunidade religiosa a ela vinculada, na intenção de contribuir para um processo eleitoral no qual o voto evangélico não seja manipulado, como muitas vezes já o foi, mas usado com consciência e objetividade, ajudando a igreja a amadurecer no exercício da sua cidadania política. Portanto, devemos fazer um voto limpo, voto ético, voto consciente.
            Eis aqui alguns balizamentos fundamentais sobre o uso ético do voto evangélico, conforme o sumário de propostas defendidas na Conferência da AEVB:
I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município. Por isso, não negocie o seu voto, seja honesto.
II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade noutra direção. Voto consciente é voto analisado, pensado, refletido.
III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitará transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário.
IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, representantes das correntes partidárias possam ser ouvidos sem preconceitos. Devemos orientar os evangélicos votar consciente.
V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade. O papel da Igreja é orientação equilibrada não imposição.
Amados, semana que vem continuaremos com a segunda parte dessa pastoral. Vamos orar pelas eleições no Brasil. Um grande abraço seu pastor e amigo.
Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a política 06.
            Amados irmãos, continuamos hoje com o artigo que começamos semana passada, o decálogo do voto ético. Leia com atenção e procure viver isso neste período de eleição.                                                                                                                           
VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão político-institucional. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político de fé evangélica tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um "despachante" de igrejas.
VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um evangélico político votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros "trocos", ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais "acertos" impliquem na prostituição da consciência cristã, mesmo que a "recompensa" seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica.
VIII. Os votos para Presidente da República e para cargos majoritários devem, sobretudo, basear-se em programas de governo, e no conjunto das forças partidárias por detrás de tais candidaturas que, no Brasil, são, em extremo, determinantes; não em função de "boatos" do tipo: "O candidato tal é ateu"; ou: "O fulano vai fechar as igrejas"; ou: "O sicrano não vai dar nada para os evangélicos"; ou ainda: "O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos". É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo.
IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: "o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto", é compreensível que dê um "voto de confiança" a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. Entretanto, é de bom alvitre considerar que ninguém atua sozinho, por melhor que seja o irmão, em questão, ele dificilmente transcenderá a agremiação política de que é membro, ou as forças políticas que o apóiem.
X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina. Um grande abraço do seu pastor e amigo de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e apolítica – 07.
Amados irmãos, a cada dia que passa aproxima mais as eleições nacionais. A Igreja precisa estar atenta a cada momento para dar um bom testemunho neste caminho espinhoso e difícil. O grande desafio é levar a igreja a caminhar por esse espinhoso terreno da esfera política, como voz profética sem se deixar levar pela adulação do poder. É importante que a igreja se torne uma voz profética, evitando ficar presa (seus candidatos) ao emaranhado das falcatruas ou do enriquecimento ilícito, como tem acontecido nos últimos dias. Daniel passou por vários Impérios sem se deixar influenciar politicamente. Teve coragem de exortar a Nabucodonosor a que deixasse seus caminhos injustos e desse mais atenção aos pobres!
Aliás, alguns partidos são tidos como dos evangélicos - uma lástima - o que leva o mundo a ver a igreja evangélica como um partido político. Uma das razões da igreja ser perseguida em algumas cidades era porque seus políticos defenderam teses como se fossem da igreja, quando eram projetos pessoais ou denominacionais.
O namoro com o poder inebria e deixa os líderes da igreja sem a capacidade de refletir, perdendo seu senso de direção e propósito. Sempre que é favorecida por algum governo a Igreja perde sua autoridade profética e divina.
Como cristãos precisamos ter em mente que Deus utiliza governos democráticos, ou totalitários de esquerda ou de direita para trazer a justiça social. O Brasil precisa ajustar de forma mais bíblica a questão social, e não devemos nos surpreender se, para tanto, Deus utilizar ateus e ideologias não cristãs para atender ao clamor dos pobres! É assim que Deus envergonha a igreja! Esta deve fazer sua parte, parando de construir templos suntuosos em que se gastam milhões com empreendimentos denominacionais, dinheiro que poderia ser usado para construir moradias e gerar renda para os pobres. Procedendo assim, dará testemunho público de sua fé e estará cumprindo sua parte naquilo que ela mesma denuncia. Ela só tem autoridade para denunciar naquilo que ela intensamente vive!
Onde houver injustiça social, a igreja deve estar lá operando. Seu trabalho silencioso é a melhor forma de condenar os corruptos e calar os discursos dos que governam.
Cuidado com o nacionalismo que pode nos levar a pensar que a obediência à esfera política seja um dever tão digno e honroso quanto a obediência a Deus. A Igreja deve ficar atenta às mentiras proferidas em certas campanhas e publicidades dos governos, sejam esses de que partido forem! Hitler afirmava que "a magnitude de uma mentira contém certo fator de credibilidade, visto que as grandes massas caem mais facilmente em uma grande mentira do que em uma pequena".
Estamos em ano eleitoral. Reexaminar esse tema à luz da Bíblia e da missão da Igreja talvez não traga dividendos financeiros nem muitos amigos, mas, por certo evitará que atropelemos a história, cometendo os mesmos erros que nossos pais fizeram no passado! Portanto, vigiemo-nos. Um grande abraço do seu pastor e amigo de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.

O Cristão e a Política – 08.

                Amados irmãos, continuando nossas mensagens sobre o cristão e a política, hoje nós vamos falar sobre os “10 tipos de candidatos”. Sabemos que existem candidatos para todos os gostos, mas, poucos cabem no perfil ideal que deve receber o nosso voto e ser eleito no dia 03-10. Se você tem acompanhado e lido os nossos artigos anteriores terá uma boa visão do candidato ao qual você deve votar em 03 de outubro. Se você ainda não leu procure lê-los, é importante para você tomar uma decisão consciente. Vejamos então os 10 tipos de candidatos:
01.  Candidato pára-quedas: É aquele candidato que agente não conhece, ou que sumiu do nosso meio, ou que nunca apareceu por aqui, mas quando chega próximo das eleições ele cai de repente no nosso meio. Cuidado com este, ele não conhece nossa história e nunca fez nada pelo nosso município. Não vote nele.
02.  Candidato galã: É o candidato bonito. Este aproveita da sua beleza física para ganhar a eleição. Cuidado! Nem tudo que reluz é ouro. Lembra de um candidato galã que apareceu no cenário brasileiro há algum tempo atrás, onde está ele hoje? Não escolha candidato pela cultura e pela beleza.
03.  Candidato intelectual: É aquele que fala bonito, encanta o povo com sua oratória, usa a cultura para tirar proveito pessoal e ganhar a eleição. Saiba, a cultura é importante, mas não é tudo. Em um tempo bem recente, uns eruditos da política Brasileira deram grandes escândalos. Lembre-se deles e fuja deles na hora de votar.
04.  Candidato profissional: É aquele que há muito tempo está no poder e quase nada fez de concreto para a nossa Pátria e para nosso povo. É apenas um profissional da política. Cuidado com estes, eles fazem da política um cabide de emprego, fuja destes também.
05.  Candidato interesseiro: É aquele que trabalha para si mesmo e para sua família, tendo em vista somente ganhar as eleições e não o bem comum. Infelizmente, a maioria dos candidatos atuais tem este perfil. Por isto, cuidado procure analisar a vida, o passado, a família, o testemunho e postura de cada candidato.
Amados irmãos, qual candidato você iria votar no dia 03 de outubro? Procure analisar e ver acima com qual perfil o seu candidato parece. Se ele não parece ou se identifica com o candidato 10, que vamos falar semana que vem você ainda tem tempo para pensar e mudar. Esteja orando pelos candidatos e eleições do dia 03 de outubro; mas não se esqueça de escolher corretamente o seu candidato. Que Deus nos ajude a escolher com sabedoria. Um grande abraço, seu pastor e amigo de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.

O cristão e a política 09
            Amados irmãos, cada dia aproxima mais ainda das eleições de 03/10. A cada dia também precisamos estar mais bem preparados para estas eleições. Não adianta somente orar; temos que orar e muito, mas também precisamos agir e com sabedoria. O momento é muito importante para nossa Pátria e também para a Igreja do Senhor Jesus Cristo. Vamos concluir a pastoral que começamos semana passada sobre o perfil dos 10 candidatos:
06.  Candidato exibicionista: É aquele que gosta de gastar os recursos públicos para sua autopromoção. Gosta de projetos faraônicos e está sempre envolvido com os grandes grupos econômicos.
07.  Candidato engomadinho: É aquele que está sempre bem trajado, fala bonito, se apresenta bem, mas não tem conteúdo e nem proposta concretas. Muito cuidado com este, nós temos muitos destes nesta eleição.
08.  Candidato de promessas: É aquele que baseia a sua campanha em promessas, nunca apresenta o que já fez. Promete Deus e o mundo, faz promessas absurdas, que jamais serão cumpridas; cuidado com estes ok!
09.  Candidato sem identidade: É aquele que muda de partido e de idéias conforme as suas conveniências, não é comprometido com os anseios do povo e da cidade. É conhecido também como “camaleão”, muda de acordo o que mais lhe convém.
10.  Candidato ideal: É o político nato, ama de fato a política, sabe o que é política e como fazê-la. Tem uma proposta política viável, funcional e exeqüível, defende a vida, ama os direitos humanos, ama a cidade, ama o povo, luta pelo bem do povo e da cidade. Tem uma família equilibrada, trabalha, não faz da política um cabide de emprego. Se doa em prol do seu Município, Estado e Nação. É neste candidato que nós devemos votar. Procure descobrir este candidato nesta eleição. Neste candidato podemos votar com consciência tranqüila.
      Amados irmãos, qual candidato você iria votar no dia 03 de outubro? Procure analisar e ver acima com qual perfil o seu candidato parece. Se ele não parece ou se identifica com o candidato 10, você ainda tem tempo para pensar e mudar. Esteja orando pelos candidatos e eleições do dia 03 de outubro; mas não se esqueça de escolher corretamente o seu candidato. Que Deus nos ajude a escolher com sabedoria. Um grande abraço, seu pastor e amigo de sempre.
Rev. Luiz Martins Cardoso.


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